sexta-feira, 15 de abril de 2011

A via láctea

Tão feita pra hoje...


"Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim..."



Legião Urbana

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vou indo

Então é agora que eu fico aqui... parecendo boba esperando que um milagre aconteça ou que uma breve solução passe a minha frente?
Tenho mesmo que ficar aqui?
Sem saber quem vai chegar e para onde iremos... Sem ao menos saber se esse se ele vai cumprir o combinado?

Aliás... o que foi combinado mesmo?
Ele vem, eu pago, ele me leva e tudo fica bem?
Se for simples assim, espero pelo resto da vida.
Mas não me diga que teremos mais etapas além dessas, porque se tivermos, vou embora agora mesmo.

Estou muito cansada para isso. Cansada ao ponto de preferir ficar aqui parada, imóvel e infeliz do que levantar e ficar correndo feito uma louca, conseguindo tão poucos resultados.
Eu realmente não quero tentar. Sério. Estou cansada.

Será que já está chegando?
Será que ele vai me levar mesmo?
E por quantos anos eu poderei dormir no caminho?
Será que todos até que tudo esteja pronto?

Será que ele vem mesmo?
Minha ansiedade já está acabando comigo. Não vejo a hora disso tudo acabar. Ou começar. Seja como for, vai mudar.
Tudo que me antes me pediu, já tenho em mãos.
Trouxe agasalho, desânimo, leveza, insensatez, coragem, sono, traumas, seriedade, frieza... trouxe tanta coisa.
Acho que boa parte me será devolvida na volta. Boa parte também jogo fora no caminho.
O fato é que eu vou. Não sei onde, nem sei o que me farão, mas eu vou me dar pra isso, porque mesmo sem saber o que é, eu preciso de uma balançada.
Não quero dizer adeus e nem até breve a pessoa alguma.
Só quero gritar de longe que vou e sair correndo, antes mesmo que alguém tenha a infeliz ideia de me dar um abraço de despedida.

Na volta quero comemorar a base de tequilla, rock e blues.