domingo, 24 de janeiro de 2010

Abrindo asas

Ela era uma garota. Pela primeira vez na vida sentia seu coração em uma paz que não era monótona, que não era utópida e nem era o alívio que o choro trazia. Sentia uma paz branda, feliz, calma, amorosa.. FELIZ. Ela flutuava todas as vezes que os motivos da sua felicidade lhe olhavam, lhe abraçavam... mas não podia deixar de enfatizar aquele momento. O momento em que dois olhos olhavam os seus. E um rosto cheio de imperfeições que se combinavam, ficando assim perfeito, estava tão próximo do seu. E sabia que aquele momento era único e que jamais haveria outro parecido; por isso tentou aproveitá-lo o máximo que pudesse. E aproveitou.
Ela que passava por uma fase em que muitos a olhavam com olhos de juízes e até fora chamada de frígida; se esquecia disso tudo e, por mais que tentassem vir, afastava com tudo essas lembranças que, somadas á seus antigos pensamentos, lhe traziam tanta dor.
Ela estava tão desacostumada a felicidade que chegou a sentir certo desconforto quando tal sensação surgiu. Era fraca e até mesmo a felicidade, que era tão desejada, lhe trazia complicações. Teve noites mal dormidas e mandou recados angustiantes, apenas por não saber como viver isso... O custume veio como uma chuva que começava de leve, sem ser notada; e depois fica impossível sair lá fora porque a tempestade já é grande e a gente até gosta de ficar em casa quieto.
Ela se tornou estranhamente feliz. O coração que antes lhe machucava, agora lhe mantia colorida.
Ficou livre!


Marina

2 comentários:

Olá!
Estarei ansiosa para ler e, quem sabe, responder alguns comentários. Portanto, não deixem de comentar para que nossa vida virtual fique cada dia mais ativa.
Seguindo alguns padrões de educação e quem sabe formalidade: Desde já agradeço.