sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Em vão ou inutilidades

Ela chorou no caos, chorou na rua, chorou no ônibus, chorou na calçada, chorou na noite tenebrosa, chorou no adeus... chorou sozinha.
Sentia falta da sua própria força.
Sentiu falta da sua falta de sorrisos e dos quase sorrisos verdadeiros.
Sentiu falta da indiferença.
Sentiu falta quase de tudo, menos das suas ilusões, fantasias, expectaticas, dedicações, amores, alegrias.... frustadas.
Sentiu dor por ser expulsa da família que passou a vida tentando salvar.
Sentiu falta de quando as lágrimas saiam soltas, quando bem desejavam; ao invés de sairem presas, aos poucos, com sufoco, fazendo arder os olhos já cansados.
Sentiu falta da fé.
Pensou se existia a quem ou a que culpar. Não tinha... se culpou... Era mais sensato. Era hoje sensata.

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