Mas porque isso dói tanto, se afinal, é nada?
Porque sentir-se tão vazio, quando sequer foi cheio ou completo?
Porque essa insegurança, se sua condição continua a mesma?
Porque para entrar é tão fácil, e pra sair é tão difícil? Tem tantos obstáculos? Tantas provas? Tanto suor em vão?
Porque sentir faz tão mal?
Se eu sou a mesma e o mundo todo ainda é igual, apesar da tantas profecias, eu me sinto tão diferente?
Como se eu estivesse toda sendo rasgada por dentro, e por fora ficasse com aquela expressão apática, andando devagar _ainda que tentasse andar depressa_, comendo sem sentir gosto, acordada como se estivesse dormindo, com os mesmo sentimentos de que tudo acabou, mas que ainda existem possibilidades.
E chorar não é mais choro. Porque até onde me lembro, quando eu chorava, algumas horas depois muita coisa se acalmava; enquanto que agora, sequer me sinto chorando.
E aí sempre tem alguém que me olha com aquela cara de quem está achando o que vê um pouco assustador e um pouco ridículo.
Minhas veias parecem se mecher, como se fossem saltar da minha pele.
E deixo claro que não quero que sintam coisa alguma comigo.
Marina. 16/09/2007. Sabia que um dia isso me seria útil.
Vou ouvir Nenhum de nós o resto da noite.
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