Ver como a caneta escorrega no papel sempre me lembra você.
Eu sei que não deveria lembrar, uma vez que você prefere digitar tudo ao invés de escrever a punho antes. Mas não sei. Todas as vezes que leio o que você escreve, só consigo imaginá-lo escrevendo deitado na cama ou com uma mesa vazia, onde você tem uma ou duas folhas velhas apoiadas num livro e você escreve com uma caneta quase sem tinta. Escreve com voracidade, como se cada palavra escrita pudesse fazê-lo esquecer-se de qual seria a próxima, ainda que uma não seja completa sem a outra.
Só consigo imaginá-lo escrevendo lembrando-se da lua, como se ela te ditasse as palavras e você as associasse com todos os seus sonhos da juventude.
Vejo bem você pedindo pra lua repetir a última palavra quase sussurrada, e você escolhendo qual seria o melhor sentimento para combinar com tal.
Você é fácil de entender. Basta ver a expressão que sai dos seus cílios e do modo como você franze a testa e juntar com o modo com o qual você coloca e tira as mãos do bolso repetidamente, sem perceber. O jeito como você tenta não sorrir enquanto fala de si mesmo, se gabando de todas as atitudes que nunca tomou, que o tornam tão superior a tudo, por mais que isso seja quase impossível para tanta gente.
Eu gosto de ver você escrever. Sonho com você escrevendo e tenho absoluta certeza de que não é só nos meus sonhos que você escreve assim.
Você se veste de xadrez para escrever. Se sente mais livre assim. E sempre acorda atrasado com a desculpa de que não conseguiu dormir. Mas não me engana. Eu sei que as pálpebras dos seus olhos custavam se firmar quando você escrevia a última linha...
No dia seguinte, você sempre se desespera quando acha tudo, porque não lembra de ter escrito tudo aquilo, mesmo que todas as palavras te descrevam inteiramente.
Em cada carta sua, eu posso ver o seu reflexo enquanto a escrevia.
Eu sei que não deveria lembrar, uma vez que você prefere digitar tudo ao invés de escrever a punho antes. Mas não sei. Todas as vezes que leio o que você escreve, só consigo imaginá-lo escrevendo deitado na cama ou com uma mesa vazia, onde você tem uma ou duas folhas velhas apoiadas num livro e você escreve com uma caneta quase sem tinta. Escreve com voracidade, como se cada palavra escrita pudesse fazê-lo esquecer-se de qual seria a próxima, ainda que uma não seja completa sem a outra.
Só consigo imaginá-lo escrevendo lembrando-se da lua, como se ela te ditasse as palavras e você as associasse com todos os seus sonhos da juventude.
Vejo bem você pedindo pra lua repetir a última palavra quase sussurrada, e você escolhendo qual seria o melhor sentimento para combinar com tal.
Você é fácil de entender. Basta ver a expressão que sai dos seus cílios e do modo como você franze a testa e juntar com o modo com o qual você coloca e tira as mãos do bolso repetidamente, sem perceber. O jeito como você tenta não sorrir enquanto fala de si mesmo, se gabando de todas as atitudes que nunca tomou, que o tornam tão superior a tudo, por mais que isso seja quase impossível para tanta gente.
Eu gosto de ver você escrever. Sonho com você escrevendo e tenho absoluta certeza de que não é só nos meus sonhos que você escreve assim.
Você se veste de xadrez para escrever. Se sente mais livre assim. E sempre acorda atrasado com a desculpa de que não conseguiu dormir. Mas não me engana. Eu sei que as pálpebras dos seus olhos custavam se firmar quando você escrevia a última linha...
No dia seguinte, você sempre se desespera quando acha tudo, porque não lembra de ter escrito tudo aquilo, mesmo que todas as palavras te descrevam inteiramente.
Em cada carta sua, eu posso ver o seu reflexo enquanto a escrevia.
rsrs ' tem alguem aki apaixonada :B
ResponderExcluirQue Merda Marina!!!!
ResponderExcluirIsso não poderia estar acontecendo!
Odeio o mundo sensível!
É estranho ver os reflexos do ser no escrever.
ResponderExcluirNa verdade, tenho até medo disso: de conhecer tanto a ponto de ver os reflexos, ou de ter meus reflexos lidos.
Aff.. deixa pra lá.
A preguiça astral me impede de fazer um comentário decente.