sábado, 23 de julho de 2011

Recuso novos moradores

Meu mundo é pequeno e cheio.
É egoísta.
É movimentado e tediante.
É um caos.
É um lugar onde todas as fobias se misturam.
Saia já do meu mundo!
Meu mundo é sádico.
É apertado.
É ciumento.
Meu mundo é uma mistura de amor, melancolia, nostalgia, cores e preto.
Meu mundo não é do mesmo ritmo que o seu... Nem sei se você tem mesmo um mundo...
No meu mundo não te cabe. E mesmo se coubesse, você não iria querer ficar por lá.
Sei que não. Olho pra sua cara e já sei disso; se ouço a sua voz, desisto imediatamente de te dar espaço para tentar se adaptar a ele.
Você jamais se adaptaria. A primeira coisa que precisaria pra isso, seria entendê-lo, e isso você não pode. Você não pode nada que é de mim, no meu meio, do meu mundo, dos meus medos e de tudo que me forma.
Não tem jeito; você é de outro mundo. E quando falo isso, não quero que entenda como um elogio. Mas também não é uma crítica. Só quero que perceba o quão diferentes são nossas formações mundanas.
Ah... Você não cabe no meu mundo mesmo...
Não tenho porque te explicar o porque disso. A explicação é você. Mas se você não sabe quem é, para poder entender porque você é a explicação, não cabe a meus meros finais de cadernos usados, descrever isso.

Meu mundo é frio e colorido; mas tudo tem contorno cinza e preto. Você entende isso?
Saia já do meu mundo!
Porque aqui, meu bem, eu não abro a porta para mais nenhum estranho.
E não se preocupe. Se por acaso, eu mudar de ideia, coloco uma placa na minha atmosfera.

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